História Moderna - O conceito de modernidade (para AC)

O CONCEITO DE MODERNIDADE

 

 

Texto retrata:

 

a) dificuldades na periodização e caracterização da chamada “época moderna”

 

       Periodização: assumem o período do século XIV ao XVII-XVIII – período da transição ---> Há outras possíveis

 

       Caracterização: importante é apontar como se dá a construção de um novo homem

 

 

ANÁLISE DE TREVOR-HOPER

 

 

A Idade Moderna conota a idéia de Progresso

 

Mas – é um processo marcado por rupturas, descontinuidades e momentos de regressão.

 

Autor trabalha com o período 1500 a 1800 e estabelece a seguinte classificação:

 

-1500 a 1620 – desenvolvimento da Renascença (circunscrita ao sul da Europa)

 

-1620-60 – período da revolução (transformações na Inglaterra)

 

-1660-1800 – época do Iluminismo (circunscrita ao norte da Europa)

 

 

ANÁLISE DE JOSÉ CALAZANS FALCON

 

A idéia de modernidade está associada ao desenvolvimento de uma representação ideológica.

 

Assim é necessário ultrapassar a oposição moderno (novo) vs velho 

 

à se revela a oposição ao status quo, indica o sempre fazer-se à contraponto: perde-se o foco do período: Idade Moderna

 

FOCO deve centralizar-se na Transição Feudalismo-Capitalismo.

 

Partindo-se do aspecto cultural-ideológico, para o período pensado, são abordados quatro (4) processos importantes:

 

 

a) substituição da TRANSCENDÊNCIA PELA IMANÊNCIA

 

- Transcendência – conceito de VERDADE REVELADA – princípio metafísico de que tudo emana da vontade de Deus

 

- Imanência – busca da Verdade a partir dos fenômenos naturais e da relação do homem com a Natureza.   Busca de leis explicativas

 

b) desenvolvimento do processo de SECULARIZAÇÃO: oposição entre razão e religião; entre o humano e o divino, entre o natural e o sobrenatural. 

A IGREJA NÃO É ABANDONADA, MAS SEU ESPAÇO É REDEFINIDO.

 

 

c) Desenvolvimento do RACIONALISMO que marca rompimento com a Escolástica.

 

O termo Escolástica se relaciona a ampliação do ensino estabelecida por Carlos Magno. Mas, enquanto corrente de pensamento, representa a tentativa da Igreja de utilizar-se da Razão para fortalecer o princípio da Fé: “Crer para compreender, compreender para crer”.

 

A RAZÃO e a busca de explicação da realidade incluem a relação Homem e mundo (ambos partem de uma mesma realidade)

 

       Exemplos:  no século XVI temos o desenvolvimento da Ciência Política com Maquiavel;

 

Já no século XVII, o desenvolvimento da Economia.

 

A Moderna Ciência consagra o método experimental (caminho, em grego).

Seus alicerces são:

       a) Observação metódica;

       b) Hipóteses;

       c) experimentação;

            d) generalização;

 

 

d)  Desenvolvimento do INDIVIDUALISMO – o senso comunitário dá lugar ao espírito de individualidade

 

PRÁTICA DO COMÉRCIO – gera o desenvolvimento de uma nova mentalidade que assume valores como liberdade, igualdade, propriedade e segurança.



Escrito por Prof. João Carlos às 23h51
[] [envie esta mensagem]



Anotações para AC - Crise do Feudalismo; in: História Moderna através de textos

A CRISE DO FEUDALISMO

 

Há um consenso em relacionar a Crise do Sistema Feudal ao Desenvolvimento do Comércio na Europa.

 

O advento que marca a retomada das relações comerciais na Europa são as Cruzadas.

 

Mas, é importante notar que as CRUZADAS em si já denotam uma limitação no funcionamento do Sistema Feudal, isto porque quando foram convocadas em 1095 – pelo Papa Urbano II – a Europa estava tomada por movimentos de banditismo, realizado por nobres sem condição de obter terras.

 

Assim, a retomada do comércio é acelerador e conseqüência de uma crise em marcha.

 

Os textos de Perry Anderson e Giuliano Conte (in: História Moderna através de textos) procuram abordar de forma mais minuciosa  a Crise do Sistema Feudal.

 

AS CRUZADAS

 

 

Em 1095, os movimentos de banditismo, formados por nobres sem terra, assolavam a Europa. Havia vários homens sem senhor, dedicando-se à mendicância, à vagabundagem ou mesmo ao roubo.

 

Preocupado com a situação o Papa Urbano II, conclamou – a partir de Clermont, na França, a população a tomar as terras dos infiéis (islâmicos ou muçulmanos), numa Cruzada religiosa.

 

“Deixai os que outrora estavam a se baterem, impiedosamente contra os fiéis, em guerras particulares, lutarem contra os infiéis... Deixai os que até aqui foram ladrões, tornarem-se soldados. Deixai aqueles que outrora se bateram contra seus irmãos e parentes, lutarem agora contra os bárbaros como devem. Deixai os que outrora foram mercenários, a baixos salários receberem agora a recompensa eterna. Uma vez que a terra que vós habitais, fechada por todos os lados por mar e circundada por picos e montanhas, é demasiadamente pequena para vossa  grande população: a sua riqueza não abunda, mal fornece o alimento necessário aos seus cultivadores ... Tomai o caminho do Santo Sepulcro; arrebatai aquela terra à raça perversa e submetei-a a vós mesmos ...” (Huberman, Leo, 1983, apud. Itaussu, 1985)

 

 

Iniciavam-se, assim, as Cruzadas do Ocidente e do Oriente que durariam de 1096 a 1270.

 

Foram, no total, um conjunto de oito (8) grandes Cruzadas do Oriente, que envolveram nobres, clérigos, servos e crianças contra os islâmicos.

 

 

ISLAMISMO

 

A palavra Islã significa, em árabe, “submissão”.

O islamismo foi fundado no ano de 622, na região da Arábia, atual Arábia Saudita. Seu fundador, o profeta Maomé, reuniu a base da fé islâmica num conjunto de versos conhecido como Corão - segundo ele, as escrituras foram reveladas a ele por Deus por intermédio do Anjo Gabriel.

Assim como as duas outras grandes religiões monoteístas, o cristianismo e o judaísmo, as raízes de Maomé estão ligadas ao profeta e patriarca Abraão. Maomé seria seu descendente. Abraão construiu a Caaba, em Meca, principal local sagrado do islamismo. Para os muçulmanos, o islamismo é a restauração da fé de Abraão.

Ainda no início da formação do Corão, Maomé e um ainda pequeno grupo de seguidores foram perseguidos por grupos rivais e deixaram a cidade de Meca rumo a Medina. A migração, conhecida como Hégira, dá início ao calendário muçulmano. Em Medina, a palavra de Deus revelada a Maomé conquistou adeptos em ritmo acelerado.

O profeta retornou a Meca anos depois, perdoou os inimigos e iniciou a consolidação da religião islâmica. Quando ele morreu, aos 63 anos, a maior parte da Arábia já era muçulmana.  (Veja Online)

Os cinco pilares do Islamismo

Os cinco pilares do islamismo formam a estrutura de vida do seguidor da religião. São eles:

Pronunciar a declaração de fé intitulada "chahada": "Não há outra divindade além de Deus e Mohammad é seu Mensageiro".

Realizar as cinco orações obrigatórias durante cada dia, no ritual chamado "salat". As orações servem como uma ligação direta entre o muçulmano e Deus. Como não há autoridades hierárquicas, como padres ou pastores, um membro da comunidade com grande conhecimento do Corão dirige as orações. Os versos são recitados em árabe, e as súplicas pessoais são feitas no idioma de escolha do muçulmano. As orações são feitas no amanhecer, ao meio-dia, no meio da tarde, no cair da noite e à noite. Não é obrigatório orar na mesquita - o ritual pode ser cumprido em qualquer lugar.

Fazer o que puder para ajudar quem precisa, no chamado "zakat". A caridade é uma obrigação do muçulmano, mas deve ser voluntária e, de preferência, em segredo. O muçulmano deve doar uma parte de sua riqueza anualmente, uma forma de mostrar que a prosperidade não é da pessoa - a riqueza é originária de Deus e retorna para Deus.

Jejuar durante o mês sagrado do Ramadã, todos os anos. Nesse período, todos os muçulmanos devem permanecer em jejum do amanhecer ao anoitecer, abstendo-se também de bebida e sexo. As exceções são os doentes, idosos, mulheres grávidas ou pessoas com algum tipo de incapacidade física - eles podem fazer o jejum em outra época do ano ou alimentar uma pessoa necessitada para cada dia que o jejum foi quebrado. O muçulmano que cumpre o jejum se purifica ao vivenciar a experiência de quem passa fome. No fim do Ramadã, o muçulmano celebra o Eid-al-Fith, uma das duas principais festas do calendário islâmico.

Realizar a peregrinação a Meca, o "haj". Todos os muçulmanos com saúde e condição financeira favorável deve realizar a peregrinação pelo menos uma vez na vida. Todos os anos, cerca de 2 milhões de pessoas de todas as partes do mundo se reúnem em Meca, sempre com vestimentas simples - para eliminar as diferenças de classe e cultura. No fim da peregrinação, há o festival de Eid-Al-Adha, com orações e troca de presentes - a segunda festa mais importante. (Veja Online)

GRUPOS ISLÂMICOS

Os muçulmanos estão divididos entre sunitas, o grupo majoritário, e xiitas, a minoria dentro da religião. Os sunitas formam o tronco principal da religião, ligado à interpretação mais aceita da história islâmica, e reúnem cerca de 90% dos muçulmanos no mundo. A diferença em relação ao Islã xiita é a aceitação à seqüência de califas da história islâmica. Sem características comuns entre si, os muçulmanos sunitas incluem praticantes da religião em todas as partes do mundo e de todas as tendências, dos mais conservadores até os moderados e seculares.

Os xiitas, que reúnem cerca de 10% dos muçulmanos, surgiram como movimento político de apoio a Ali e acabaram formando uma ramificação da religião islâmica. A dissidência surgiu quando os xiitas se uniram para apoiar Ali, primo de Maomé, como o herdeiro legítimo do poder no Islã após a morte do profeta, com base na suposta declaração de que ele era seu sucessor ideal.

A evolução para uma fórmula religiosa diferente teria começado com o martírio de Husain, o filho mais novo de Ali, no ano de 680, em Karbala (no atual Iraque). Os clérigos xiitas são os mulás e mujtahids, mas o clero não tem uma hierarquia formal. Os xiitas foram os responsáveis pela revolução islâmica do Irã, em 1979, e têm graves divergências com setores do islamismo sunita.



Escrito por Prof. João Carlos às 11h58
[] [envie esta mensagem]



 
 

Mapa e história sobre o desenvolvimento do Islamismo

http://veja.abril.com.br/260901/p_113.html#tabela



Categoria: Link
Escrito por Prof. João Carlos às 11h50
[] [envie esta mensagem]



 
 

As interpretações para o papel das mulheres no Islamismo

http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/islamismo/contexto_debate.html

Reportagem Veja Online apresenta, historicamente, como ocorreram mudanças na interpretação do papel das mulheres na sociedade islâmica



Categoria: Link
Escrito por Prof. João Carlos às 11h47
[] [envie esta mensagem]



 

n    A Primeira Cruzada: Dos nobres e dos mendigos

 

Cruzada dos Mendigos: liderada pelo monge Pedro e pelo nobre Gautier, se constitui de cerca de 40 mil membros que percorreram a Alemanha, Hungria e Bulgária até chegar em Constantinopla, de onde foi embarcada para a Ásia, sendo massacrada pelos muçulmanos.

 

Cruzada dos nobres: comandada pelo conde de Toulouse, por Boemundo de Tarento e pelo Duque Godofredo de Bulhão, se compunha de cerca de um milhão de pessoas (300 mil cavaleiros).

A partir de 1097 cruzaram a Ásia Menor conquistando cidades como a Antióquia, Trípoli e Edessa, chegando em 1099 a Jerusalém.

 

Em 1140, os muçulmanos voltaram à carga.

 

 

n    Segunda e Terceira Cruzadas

 

Em 1147, Luís VII (rei da França)  Conrado III (imperador do Sacro Império) organizaram a Segunda Cruzada. Foram derrotados em 1148 pelos turcos. Em 1187, o sultão Saladino reconquistou Jerusalém.

 

Terceira Cruzada: em 1190, Frederico Barba Ruiva, Filipe Augusto (da França)  Ricardo Coração de Leão (Inglaterra) avançaram sobre a Ásia.

Barba Ruiva, por terra, venceu os turcos na Ásia Menor. Ricardo e Filipe, por mar, conseguiram algumas vitórias, mas não retomaram Jerusalém.

 

n    Quarta Cruzada

 

Financiada por comerciantes de Gênova, Veneza e Pisa, culminou na destruição de cidades católicas como Zara e Constantinopla (cristã ortodoxa), o que levou à hegemonia comercial das cidades italianas.

 

n    Quinta Cruzada

 

Em 1212, cerca de 50 mil crianças foram enviadas para a região de Jerusalém. Motivo. Acreditava-se que somente pessoas puras poderiam conquistar o Santo Sepulcro. Ou foram exterminadas ou aprisionadas e vendidas como escravas.

 

n    Sexta Cruzada

 

Contou com a participação de André II, rei da Hungria. Conseguiu o controle de Jerusalém por quase 10 anos após acordo com os muçulmanos.

 

n    Sétima e Oitava Cruzada

 

Ocorreram entre 1250 e 1270, sendo comandadas por Luís IX, rei da França. Não obtiveram sucesso e o rei faleceu em seu retorno, morto pela peste (Tunis).

 

n    CONSEQUÊNCIAS

 

Restabeleceu o contato comercial entre Ocidente e Oriente. A partir dele, novos produtos entraram na Europa. Foram criadas as feiras, as casas bancárias, as corporações de ofício e a moeda foi re-inserida na Europa.

 

 

****



Escrito por Prof. João Carlos às 11h46
[] [envie esta mensagem]



A Crise Geral

Perry Anderson

 

Para Perry Anderson a crise do feudalismo estaria ligada à limitação do próprio sistema de gerar as condições de sua reprodução.

 

Nesse sentido, a limitação agrícola foi um dos pilares para o desenvolvimento da crise.

 

 

A população continuava a aumentar enquanto a rentabilidade das terras decaia.

 

A recuperação dos solos não se fazia de forma satisfatória.

 

Para incrementar a cultura de alimentos, sacrificava-se a criação de gado, o que reduzia o fornecimento de estrume, consequentemente, havia empobrecimento do solo.

 

Em algumas regiões, devido à diversificação da economia, substituía-se a produção de alimentos por outras atividades agrícolas e de pecuária como, por exemplo, a produção de vinho, linho, lã e criação de gado.

 

RELAÇÃO PRODUÇÃO-POPULAÇÃO

 

Primeiros anos do século XIV foram anos de fome.

 

A falta de alimentos reduziu as taxas de natalidade.

 

A crise agrária atingiu também a produção mineira e o desenvolvimento das cidades.

 

Escasseavam-se os metais com constante aviltamento da moeda. Os preços agrícolas decaíam, enquanto os preços das manufaturas – voltadas aos senhores – se elevavam.

A classe senhorial para manter o seu padrão de vida buscava elevar a exploração do trabalho e alguns cavaleiros utilizavam-se do saque.

 



Escrito por Prof. João Carlos às 11h45
[] [envie esta mensagem]



Crise do Feudalismo e trabalho servil

Giuliano Conte

 

O texto de Giuliano Conte busca exatamente focalizar quais os mecanismos que teriam aprofundado a crise do feudalismo.

Podemos dizer que o autor aprofunda as questões levantadas por Perry Anderson na medida que visualiza no intuito dos senhores de aumentar a cobrança de impostos sobre os servos (não em corvéia, mas em dinheiro), um dos mecanismos que levaram às revoltas camponesas, à redução da produção, ao incremento do comércio e à desestruturação do sistema.

 

É importante ressaltar que Conte visualiza na criação da renda em dinheiro um dos elementos que precipita a crise do sistema feudal, sem, no entanto, criá-la.

 

 

A transformação da renda em dinheiro seria, assim, conseqüência e acelerador do processo de crise do feudalismo.

 

 

O que levou à utilização da renda em dinheiro? Qual o verdadeiro motor da crise?

 

O Ponto de partida para se pensar o funcionamento do sistema são 4 fatores:

 

 

  – extensão das terras cultiváveis;

2º - mão de obra disponível;

3º - nível de subsistência dos produtores (servos);

4º - produtividade média do trabalho;

 

Conte considera os fatores 3 e 4 constantes.

Portanto, a renda do senhor dependia dos fatores 1 e 2 – (extensão das terras cultiváveis;  mão de obra disponível).

 

 

Levando em consideração – como aponta P. Anderson – as dificuldades para manter as terras cultiváveis férteis e considerando também que a peste negra – em meados do século XIV – dizimou parcela significativa da população européia, percebe-se o impacto que o processo feudal sofreu.

 

Devido à baixa produtividade do campo e à fome ocorreu um processo de êxodo rural: camponeses buscam outras profissões nas cidades, devido ao abrandamento dos vínculos corporativos.

 

Além da fuga dos camponeses, há o decréscimo populacional devido à redução da natalidade.

 

SENHORES SE POSICIONARAM DIANTE DESSE QUADRO

 

PRIMEIRAS MEDIDAS – imposição aos indivíduos sem rendimento de um trabalho junto a um senhor – Medida não surtiu efeito, pois a concorrência entre os senhores protegia os camponeses;

 

OUTRAS MEDIDAS – senhores passam a oprimir mais os camponeses à o que leva às fugas generalizadas;

 

Por último – O SENHOR TROCA A PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS (CORVÉIA) E O PAGAMENTO DE TRIBUTOS EM PRODUTOS POR UM PAGAMENTO EM DINHEIRO.

 

Ao substituir o pagamento de tributos por um valor em dinheiro, o senhor obriga seu servo a estar em contato com o mercado. Sem intenção cria a mola que irá afetar o desenvolvimento do sistema e intensificar as trocas comerciais.

Por outro lado, com a redução da população na cidade – devido à peste – parte do protecionismo das corporações de ofício é rompida, dando possibilidades para que os servos busquem nas cidades um novo modo de vida.



Escrito por Prof. João Carlos às 11h45
[] [envie esta mensagem]



Crise do Feudalismo e trabalho servil

Giuliano Conte

 

O texto de Giuliano Conte busca exatamente focalizar quais os mecanismos que teriam aprofundado a crise do feudalismo.

Podemos dizer que o autor aprofunda as questões levantadas por Perry Anderson na medida que visualiza no intuito dos senhores de aumentar a cobrança de impostos sobre os servos (não em corvéia, mas em dinheiro), um dos mecanismos que levaram às revoltas camponesas, à redução da produção, ao incremento do comércio e à desestruturação do sistema.

 

É importante ressaltar que Conte visualiza na criação da renda em dinheiro um dos elementos que precipita a crise do sistema feudal, sem, no entanto, criá-la.

 

 

A transformação da renda em dinheiro seria, assim, conseqüência e acelerador do processo de crise do feudalismo.

 

 

O que levou à utilização da renda em dinheiro? Qual o verdadeiro motor da crise?

 

O Ponto de partida para se pensar o funcionamento do sistema são 4 fatores:

 

 

  – extensão das terras cultiváveis;

2º - mão de obra disponível;

3º - nível de subsistência dos produtores (servos);

4º - produtividade média do trabalho;

 

Conte considera os fatores 3 e 4 constantes.

Portanto, a renda do senhor dependia dos fatores 1 e 2 – (extensão das terras cultiváveis;  mão de obra disponível).

 

 

Levando em consideração – como aponta P. Anderson – as dificuldades para manter as terras cultiváveis férteis e considerando também que a peste negra – em meados do século XIV – dizimou parcela significativa da população européia, percebe-se o impacto que o processo feudal sofreu.

 

Devido à baixa produtividade do campo e à fome ocorreu um processo de êxodo rural: camponeses buscam outras profissões nas cidades, devido ao abrandamento dos vínculos corporativos.

 

Além da fuga dos camponeses, há o decréscimo populacional devido à redução da natalidade.

 

SENHORES SE POSICIONARAM DIANTE DESSE QUADRO

 

PRIMEIRAS MEDIDAS – imposição aos indivíduos sem rendimento de um trabalho junto a um senhor – Medida não surtiu efeito, pois a concorrência entre os senhores protegia os camponeses;

 

OUTRAS MEDIDAS – senhores passam a oprimir mais os camponeses à o que leva às fugas generalizadas;

 

Por último – O SENHOR TROCA A PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS (CORVÉIA) E O PAGAMENTO DE TRIBUTOS EM PRODUTOS POR UM PAGAMENTO EM DINHEIRO.

 

Ao substituir o pagamento de tributos por um valor em dinheiro, o senhor obriga seu servo a estar em contato com o mercado. Sem intenção cria a mola que irá afetar o desenvolvimento do sistema e intensificar as trocas comerciais.

Por outro lado, com a redução da população na cidade – devido à peste – parte do protecionismo das corporações de ofício é rompida, dando possibilidades para que os servos busquem nas cidades um novo modo de vida.



Escrito por Prof. João Carlos às 11h45
[] [envie esta mensagem]



[ ver mensagens anteriores ]





Meu perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Homem


Histórico
17/05/2009 a 23/05/2009
03/05/2009 a 09/05/2009
19/04/2009 a 25/04/2009
12/04/2009 a 18/04/2009
05/04/2009 a 11/04/2009
29/03/2009 a 04/04/2009
22/03/2009 a 28/03/2009
15/03/2009 a 21/03/2009
01/03/2009 a 07/03/2009
15/02/2009 a 21/02/2009
08/02/2009 a 14/02/2009
01/02/2009 a 07/02/2009
11/01/2009 a 17/01/2009
24/09/2006 a 30/09/2006
10/09/2006 a 16/09/2006
30/07/2006 a 05/08/2006
14/05/2006 a 20/05/2006
30/04/2006 a 06/05/2006
29/01/2006 a 04/02/2006
22/01/2006 a 28/01/2006
15/01/2006 a 21/01/2006
01/01/2006 a 07/01/2006
11/12/2005 a 17/12/2005
06/11/2005 a 12/11/2005
30/10/2005 a 05/11/2005
23/10/2005 a 29/10/2005
16/10/2005 a 22/10/2005
09/10/2005 a 15/10/2005
02/10/2005 a 08/10/2005
25/09/2005 a 01/10/2005
18/09/2005 a 24/09/2005
11/09/2005 a 17/09/2005
04/09/2005 a 10/09/2005
28/08/2005 a 03/09/2005
21/08/2005 a 27/08/2005
14/08/2005 a 20/08/2005
07/08/2005 a 13/08/2005
31/07/2005 a 06/08/2005
24/07/2005 a 30/07/2005
17/07/2005 a 23/07/2005


Categorias
Todas as mensagens
Link


Votação
Dê uma nota para meu blog


Outros sites
UOL - O melhor conteúdo
VejaOnline
BOL - E-mail grátis