Escândalo na política brasileira
O Conselho de Ética abriu, pouco depois das 18h desta segunda-feira, processo de cassação contra os mais 11 deputados acusados de envolvimento no escândalo do "mensalão". São eles: João Magno (PT-MG), João Paulo Cunha (PT-SP), José Janene (PP-PR), José Mentor (PT-SP), Josias Gomes (PT-BA), Pedro Corrêa (PP-PE), Pedro Henry (PP-MT), Professor Luizinho (PT-SP), Roberto Brant (PFL-MG), Vadão Gomes (PP-SP) e Wanderval Santos (PL-SP).
Alguns minutos antes da abertura dos processos, os advogados dos deputados José Borba (PMDB-PR) e Paulo Rocha (PT-PA) protocolaram na secretaria-geral da Câmara, os pedidos de renúncia dos dois parlamentares. Junto com os outros 11, eles também integravam a lista dos acusados de envolvimento no esquema do mensalão.
A opção de renúncia era a última alternativa desses deputados para garantir a possibilidade de se eleger no próximo ano.
A partir da abertura dos processos, a renúncia não garante mais a manutenção dos direitos políticos. Se cassados, os parlamentares ficarão inelegíveis por oito anos.
Na análise do jornalista Fernando Rodrigues, o fato de que as renúncias foram em número "pequeno" representa uma "notícia péssima" para o governo.
Nesta terça-feira (dia 18), às 10h, será feito o sorteio dos relatores de cada um dos processos. O relator não pode ser do mesmo Estado, nem do mesmo partido do parlamentar acusado.
O Conselho de Ética tem de 60 a 90 dias para emitir um parecer sobre a possibilidade ou não de renúncia. Se decidir pela cassação do mandato, o parecer do conselho passa a ser julgado no plenário da Câmara. Para que um deputado perca o mandato, é preciso que pelo menos 257 votos dos 513 deputados votem pela sua cassação.
Além dos dois deputados que renunciaram nesta segunda e dos 11 que responderão a processo no Conselho de Ética, outros seis foram citados no relatório preliminar das CPIs dos Correios e da Compra de Votos pelo suposto envolvimento no esquema do mensalão.
José Dirceu (PT-SP), Sandro Mabel (PP-GO) e Romeu Queiroz (PTB-MG) já respondem a processo no Conselho de Ética.
Roberto Jefferson (PTB-RJ) foi cassado. Waldemar Costa Neto (PL-SP) e Carlos Rodrigues (PL-RJ) já renunciaram.
Escrito por João Carlos às 22h43
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UOL Notícias
16/10/2005 - 17h19 Pelo menos 53 mil mortos no terremoto no Paquistão
ISLAMABAD, 16 out (AFP) - Pelo menos 40 mil pessoas morreram na zona paquistanesa de Caxemira em função do violento terremoto de 8 de outubro passado, elevando para 53 mil o total de vítimas no Paquistão, informou neste domingo o chefe do governo regional da Caxemira paquistanesa.
O balanço total anterior era de 39.422 mortos e 65.038 feridos no país.
"Com toda responsabilidade posso dizer que não menos de 40 mil pessoas morrera na região", afirmou Sikandar Hayat Khan, primeiro-ministro do lado paquistanês nessa região dividida do Himalaia.
O funcionário afirmou ainda que o balanço pode aumentar.
"Há cidade nas quais ainda não foram retirados os escombros e o balanço pode chegar até 70.000 ou 80.000 mortos. É a pior tragédia de nossa história", afirmou.
O terremoto também destruiu o lado indiano de Caxemira, onde 1.329 pessoas morreram, segundo a polícia indiana.
Escrito por João Carlos às 18h37
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