SER OU NÃO SER?
O Presidente Lula tem se sentido mais confiante diante do cenário político atual, e pensando na reeleição, já vislumbra a possibilidade de uma possível aliança com o PMDB e uma aproximação com o PDT no primeiro turno do pleito de 2006.
Porém parcela significativa do PMDB parece não abrir mão de uma candidatura própria e a aliança pode ficar apenas para o segundo turno da eleição.
A confiança do Presidente o levou a dar, nos últimos 10 dias, declarações controvertidas.
Primeiro elogiou o Presidente venezuelano Hugo Chavez por estabelecer um "regime democrático" na Venezuela e afirmou que havia, inclusive, um excesso de democracia naquele país. O governo americano, como boa parte de nós - brasileiros - não entendemos o que significa excesso de democracia, até mesmo porque não há consenso sobre o lado democrático do Presidente Chavez, seja nos Estados Unidos, seja aqui ou mesmo na Venezuela.
A segunda declaração controversa foi proferida em encontro realizado com deputados petistas, onde o Presidente teria dito que os deputados petistas envolvidos em escândalos com o dinheiro do valerioduto erraram, mas deveriam receber apoio dos demais companheiros e não mereceriam a cassação, pois em outros partidos também há parlamentares que cometeram (ou cometem) erros, como, por exemplo, utilizar-se de caixa dois em campanhas eleitorais.
Essas declarações, é evidente, não poderiam deixar de ser acompanhadas da mais famosa frase dita pelo Presidente nos últimos quatro meses: Não sei nada sobre isso. Foi o que Lula afirmou sobre as denúncias a serem veiculadas na Veja dessa semana sobre seu irmão mais velho - Vavá - que montou um escritório de assessoria para empresários que necessitavam negociar com o governo.
Escrito por João Carlos às 23h25
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