REMESSA ILEGAL DE DINHEIRO PARA O EXTERIOR
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u72902.shtml
Polícia Federal abrirá inquérito sobre artistas, jogadores e políticos, suspeitos de terem enviado dinheiro para fora do país de forma ilegal. Entre os citados estão Xuxa,Romário e o banqueiro, Daniel Dantas.
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Escrito por João Carlos às 00h18
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DO MENSALÃO AOS ESCÂNDALOS DO FUTEBOL
As prisões dos árbitros de futebol Edílson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon, além do empresário Nagib Fayad, desbarataram um esquema de venda de resultados de partidas de futebol apoiado em apostas ilegais.
De forma geral, o caso, somado aos escândalos do Mensalão, Mensalinho e Malas da Universal, parecem demonstrar como a busca do enriquecimento fácil contaminou os vários setores de nossa sociedade.
A corrupção dos valores éticos e dos princípios democráticos parece se apresentar em suas várias facetas e, pouco a pouco, o cidadão brasileiro assiste à violação de alguns de seus direitos como o de ser bem representado, de expressar sua fé e de usufluir de entretenimento.
A curto prazo as consequências desse processo parecem ser minimizadas pela chamada blindagem da economia. Afinal, o risco país está em queda, tal como o dólar e até mesmo a inflação, como demonstram os indicadores econômicos. Mas, a médio e longo prazos, os efeitos podem ser danosos.
Pesquisa publicada pelo Fórum Econômico Mundial indica que, num rol de 117 países, o Brasil caiu da 57ª posição para a 65ª, no que se refere à sua competitividade. Estamos atrás de países como El Salvador e Colômbia, 56ª e 57ª posições, respectivamente.
Entre as razões para a queda na competitividade brasileira são citadas: i)a corrupção; ii) a violência; iii) a lentidão e a falta de independência da justiça e iv) o favorecimento dos funcionários do governo.
Em síntese, os dados sinalizam que o nosso país tem se tornado menos confiável para futuros investimentos. Pior do que isso, provavelmente, é imaginar que a famosa Lei de Gerson tem obstruído boa parte dos esforços de se consolidar uma sociedade marcada por valores democráticos e liberais.
Será o "desencantamento do mundo", ao qual se referia o filósofo alemão Max Weber? ou o domínio da máxima de que "os fins justificam os meios"?
Escrito por João Carlos às 22h31
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Vitória de Lula na Câmara
Aldo Rebelo (PCdoB) foi eleito Presidente da Câmara dos Deputados, nessa noite (28/09/05), com 258 votos contra 243 do Deputado do PFL, José Thomaz Nonô.
Com a vitória de Aldo Rebelo, teoricamente, o Presidente Lula retoma importante influência no Congresso. Basta lembrar que Lula se empenhou pessoalmente para garantir a vitória de Rebelo, seja por meio de ligações telefônicas a parlamentares ou a partir da promessa de verbas para deputados.
É necessário estar de olho na atuação do novo Presidente da Câmara e observar até onde ele manterá a sua promessa de uma Câmara dos Deputados com atuação independente.
Escrito por João Carlos às 21h34
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O 'número 2' em Bagdá está morto
O segundo principal líder do grupo terrorista Al Qaeda no Iraque está morto. Conforme afirmaram as autoridades iraquianas e americanas nesta terça-feira, Abu Azzam, o "número 2" da organização em Bagdá, morreu no domingo, numa operação conjunta das forças militares aliadas na capital. Abu Azzam era o mais importante auxiliar do chefe da resistência, Abu Musab al-Zarqawi.
Abu Azzam financiava e armava os principais ataques a bomba no Iraque.
Nessa terça-feira (27/09/05) também saiu a decisão judicial sobre a soldado americana Lynndie England, que foi condenada a 3 anos de prisão pelo abuso a soldados iraquianos na prisão de Abu Ghraib. Lynndie England pediu desculpas aos prisioneiros e aos Estados Unidos e disse que foi usada pelo Sargento Charles Graner, pai do filho de England de 11 meses.
Escrito por João Carlos às 22h18
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DEBANDADA DO PT
Nessa terça-feira (27/09/05) mais dois deputados do PT se desfiliaram do partido para ingressar no PSOL: Chico Alencar (RJ) e Maria José Maninha (DF).
Desde segunda-feira(26/09/05) deputados e personalidades famosas do PT, como Plínio de Arruda Sampaio, anunciavam o seu afastamento, fazendo fortes críticas ao partido.
A situação parece ter se tornado insustentável a partir da vitória do Campo Majoritário na eleição Presidencial do PT. Esse grupo é dominado pelo Deputado José Dirceu e tem demonstrado possuir ainda grande força tanto no âmbito estadual como federal.
A troca de partido efetuada pelos deputados petistas esta semana os habilita a disputar, no ano que vem, as eleições, visto que o prazo para a mudança de sigla se encerra no dia 30 de setembro.
Do ângulo partidário a debandada dos deputados petista para o PSOL torna o PT "mais fraco" na Cãmara dos Deputados, visto que deixa de ser a primeira bancada. Posição ocupada agora pelo PMDB.
O Presidente Lula terá que intensificar a sua estratégia de buscar aliados para aprovar os seus projetos. Isso significa que a barganha por apoio político deve aumentar.
Escrito por João Carlos às 14h54
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A QUESTÃO PALESTINA
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft2509200508.htm
Final de semana é marcado por conflitos entre israelenses e palestinos, após 2 semanas de desocupação da Faixa de Gaza.
Leia texto na íntegra.
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Escrito por João Carlos às 22h53
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MERCADO DE TRABALHO
http://noticias.uol.com.br/uolnews/economia/entrevistas/2005/09/23/ult2621u290.jhtm
Professor de gestão de pessoas do Ibmec-SP indica possíveis profissões do futuro
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Escrito por João Carlos às 19h10
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Escrito por João Carlos às 18h31
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A QUESTÃO DA DISCRIMINAÇÃO NO BRASIL
25/09/2005 - 09h42
Cai diferença de renda entre brancos e negros, afirma Ipea
ANTÔNIO GOIS da Folha de S.Paulo
O abismo salarial que separa negros e brancos no Brasil tem diminuído, mesmo que aos poucos. É o que mostra um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) realizado pelos pesquisadores Maurício Cortez Reis e Anna Risi Crespo.
Para chegar a essa conclusão, eles compararam, por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE, a diferença de rendimentos entre homens brancos e negros principalmente na década de 90. Em quase todos os grupos etários de 21 a 65 anos, diminuiu a diferença salarial entre as gerações.
Em 1990, um trabalhador branco entre 48 e 50 anos, por exemplo, ganhava 130% a mais do que um negro da mesma idade. Doze anos depois, a diferença salarial na mesma faixa etária caiu para 90%. A intensidade dessa queda variou de acordo com o grupo. De 24 a 26 anos, por exemplo, a diferença no rendimento em 1990 era de 62% a favor dos brancos. Em 2002, caiu para 55%.
Os pesquisadores consideraram como negros todos os trabalhadores que se autodeclararam pretos ou pardos ao IBGE.
A primeira hipótese investigada por Reis e Crespo para explicar a diminuição foi a melhoria do acesso dos negros à escola. Eles perceberam, no entanto, que a distância que separa os dois grupos não diminuiu nesse quesito. Em quase todas as faixas etárias, negros aumentaram sua média de anos de estudo no período. No entanto, como os brancos também aumentaram na mesma proporção, a diferença ficou praticamente inalterada.
Os pesquisadores levantaram então a hipótese de que parte da explicação pode estar na diminuição da discriminação no mercado de trabalho: "À medida que uma geração de negros foi avançando no mercado de trabalho, isso facilitou as coisas para a geração seguinte, que teria sofrido menos discriminação".
Pesquisar a discriminação no mercado de trabalho, no entanto, não é uma tarefa fácil. A simples comparação de rendimento entre negros e brancos, por exemplo, não comprova, necessariamente, que o mercado de trabalho discrimina o negro exclusivamente por causa de sua cor da pele.
Em muitos casos, como demonstram também outros estudos, a principal explicação para essa diferença está na desigualdade na educação. Ou seja, negros ocupariam postos de menor remuneração não pelo fato de serem negros, mas por terem menos escolaridade do que brancos.
Reis afirma também que há várias razões possíveis para a discriminação: "Uma das explicações é que ela aumenta a utilidade de quem discrimina ao colocar o outro em posição inferior. Há também o que chamamos de discriminação estatística. Um empregador, sabendo que em média os negros têm menos acesso a boas escolas, interpreta a cor de um pretendente ao emprego como uma informação de que ele pode ser menos preparado".
Para chegar o mais próximo do que seria a discriminação no mercado de trabalho, Reis e Crespo tentaram separar da diferença de rendimento entre os grupos o quanto seria explicado por fatores regionais ou de escolaridade, profissão e posição na ocupação. Isso porque sabe-se que, independentemente de cor ou raça, os salários variam de acordo com escolaridade, região onde habita, profissão escolhida e cargo do trabalhador.
Ao levar em conta essas variáveis (ou seja, comparando trabalhadores negros e brancos com perfil semelhante), o estudo mostra que a maior parte da diferença salarial desaparece. Ainda assim, no entanto, uma parte permanece. Foi essa parte que eles chamaram de termo de discriminação.
Em 2002, 71% da diferença salarial entre trabalhadores de 24 a 26 anos estava relacionada a fatores como educação, região, setor de atividade e posição na ocupação. Ou seja, 29% da desigualdade era explicada pela discriminação ou por outros fatores. Em 1990, no entanto, o peso da discriminação era maior: chegava a 35%.
Mesma tendência de queda da discriminação foi encontrada na comparação entre trabalhadores de 48 a 50 anos. Em 1990, 31% da diferença era explicada pela discriminação. Doze anos depois, essa proporção era de 25%.
Reis alerta de que outros fatores que não são mensuráveis podem influenciar a diferença: "Até quando comparamos dois trabalhadores da mesma região, com mesma escolaridade, profissão e posição, não sabemos se um deles teve acesso a uma boa universidade enquanto outro estudou em uma instituição de baixa qualidade, o que pode também influenciar na escolha do empregador".
Na avaliação da ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, a diminuição do hiato salarial entre negros e brancos é um avanço, mas ainda há muita desigualdade: "Há 20 anos, negava-se até que existia essa diferença. Hoje, ela é evidente. As melhorias são fruto de duas décadas de luta do movimento negro, mas ainda há muito a fazer".
Escrito por João Carlos às 18h13
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