Política Brasileira
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u71849.shtml
Em meio à crise, Lula decide sair candidato à reeleição. O argumento é salvar o PT e o governo.
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Escrito por João Carlos às 22h53
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Campanha eleitoral e corrupção
http://veja.abril.uol.com.br/310805/p_040.html
Veja publica matéria que procura explicitar como o pagamento de marketing eleitoral pode se relacionar à formação de Caixa 2.
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Escrito por João Carlos às 14h34
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Escândalo na política brasileira
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u71714.shtml
Ex-assessor da Presidência da República, Marcelo Sereno, confirma na CPI do Bingos que negociou campanhas do PT nas dependências da Casa Cívil. Só não ficou claro se José Dirceu estava a par das reuniões.
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Escrito por João Carlos às 23h07
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Sucessão Presidencial Brasileira - 2006
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u71716.shtml
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Pesquisa do Ibope (23/08/2005)confirma dados da pesquisa Datafolha (12/08/2005), indicando que se a eleição fosse hoje José Serra (PSDB) venceria Lula (PT), no segundo turno.
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Escrito por João Carlos às 22h50
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UOL Últimas Notícias
23/08/2005 - 18h27 Campanha de Lula contou com dinheiro de caixa 2, diz Costa Neto
Da Redação
O ex-deputado federal Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, afirmou que dinheiro de caixa dois foi usado para comprar material para a campanha de segundo turno do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002. Costa Neto foi questionado na CPI do Mensalão durante os trabalhos desta terça-feira (23).
Costa Neto informou que recebeu o dinheiro na certeza de que era limpo e de que, posteriormente, seria contabilizado no caixa do Partido Liberal com notas. "Nunca questionei a origem dos recursos do PT", disse.
Segundo o presidente do PL, todo o repasse financeiro que recebeu do PT - R$ 6,5 milhões no total - foi usado para honrar dívidas com empresas que produziram material para ser distribuído na região metropolitana de São Paulo, onde a votação de Lula era ameaçada pela força eleitoral de seu adversário, José Serra.
Costa Neto enfatizou ainda que, durante a campanha presidencial, o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva tinha total conhecimento do acordo feito entre PL e PT. "Mas o Lula nunca participou de conversas sobre acordos financeiros", disse.
Caixa 2 Costa Neto afirmou ter acertado com Delúbio Soares, então tesoureiro do PT, que investiria na campanha de Lula na região metropolitana de São Paulo no segundo turno e que seria reembolsado depois pelo PT através de Delúbio. O ex-deputado diz que o investimento ficou em torno de R$ 6,5 milhões e que atuou como "pessoa física", sem nenhum envolvimento do PL.
Costa Neto diz que foi a partir desse acordo que começo a receber recursos através de Marcos Valério, e que há recibos do recebimento de apenas R$ 1,7 milhão dos R$ 6,5 milhões. O restante, segundo o presidente do PL, teria sido pago com recursos de caixa dois, por intermédio de Marcos Valério, a pedido de Delúbio. Ele voltou a ressaltar que operou sozinho, sem informar ninguém do PL, nem mesmo o vice-presidente José Alencar, e que nenhum "centavo" desses recursos foi usado para pagar deputados do PL, no esquema apelidado de "mensalão".
O presidente do PL diz que não pediu recibos dos fornecedores do material de campanha. Contudo, comprometeu-se a encaminhar à CPI uma lista de empresas contratadas para que a Comissão possa cruzar informações. "Sou o único responsável pelas encomendas de material e pelos pagamentos efetuados. Breve poderei apresentar à Justiça uma prestação de contas". Além disso, por mais que soubesse que o dinheiro viesse de caixa dois, nunca desconfiou da origem do dinheiro do PT. "Eu só tratava com gente de bem", diz Costa Neto, que também afirmou que nunca abriu uma conta no exterior ou recebeu recursos fora do país
Escrito por João Carlos às 21h26
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Motivação do depoimento
Costa Neto, que foi chamado a depor na CPI principalmente em razão de uma reportagem publicada pela revista "Época" no dia 15 de agosto de 2005, na qual garantiu que Lula sabia do acordo financeiro que o PT ofereceu ao PL para receber seu apoio na eleição presidencial de 2002, disse durante o depoimento de hoje que não havia nenhuma novidade sobre o conhecimento de Lula no acordo, já que a revista "Carta Capital" havia publicado no dia 30 de outubro de 2002, logo após a eleição de Lula, reportagem com igual teor.
Além disso, ele também destacou uma reportagem da "Folha de S.Paulo", publicada no dia 21 de junho de 2002, que tratava da participação do PL no fundo de campanha do PT, que já falava sobre a reunião ocorrida em 19 de junho do mesmo ano, na qual participaram além de Costa Neto, o então candidato Lula, seu possível vice José Alencar, o deputado petista José Rocha (PT-PR), o então presidente do PT José Dirceu, o assessor particular de Lula, Gilberto Carvalho, e Delúbio Soares.
Razões da renúncia e relação com o PT
Costa Neto voltou a dizer que renunciou a seu mandato para defender "seu partido" e evitar a chantagem que o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) fazia com suas denúncias, em especial as relativas ao "mensalão", que Costa Neto diz ser uma invenção de Jefferson. "Roberto Jefferson colocou todos no mesmo saco, para que fossem igualados a ele, que foi pego recebendo propina nos Correios", disse Costa Neto, que também recusou acordo com Jefferson para retirar o processo de cassação contra o deputado petebista. "Não retiro seu processo de cassação de jeito nenhum. Porque você vai ser cassado por 8 anos e vai ficar fora do sistema partidário do país. Não pense, Roberto Jefferson, que você vai ficar descansando em Cabo Frio, você vai pagar pelo que fez."
Apesar de tentar isentar o PT, de maneira geral, da responsabilidade pelos pagamentos com recursos de caixa 2, e culpar somente Delúbio Soares e Marcos Valério, Costa Neto diz que o partido "não agiu bem" com ele e com o PL e que se sente traído pelo PT. "Eu participei do conselho político da campanha do PT e nunca vi tanta desorganização. Eu vi que eles não iam conseguir pagar os partidos, pois tinham que repassar aos Estados. Essa história dos gastos serem controlados pelo PT nacional era uma barbaridade. Vi que eles não iam conseguir honrar todos os compromissos e não conseguiram mesmo."
Escrito por João Carlos às 21h25
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Marcos Valério
Sobre Marcos Valério, o presidente do PL disse que só veio a conhecer o empresário pessoalmente em fevereiro de 2003 e que ele ofereceu serviços de marketing para o PL. Costa Neto afirma ainda que assinou um contrato no valor de R$ 46 mil com Valério para o desenvolvimento de uma nova marca para o partido. Disse que o serviço que foi pago, mas não aprovado pelo PL.
Costa Neto afirma com vêemencia que não existiu o "mensalão", que este não passa de uma cortina de fumaça jgada pelo deputado Roberto Jefferson para evitar de ser o único a ser investigado por corrupção. Disse também que talvez o PT não estivesse preparado para assumir o comando do país, mesmo tendo alguns dos melhores quadros políticos do Brasil, e que a eleição do deputado Severino Cavalcanti (PP-PE) para a presidência da Câmara.
Valério contesta Costa Neto
O empresário Marcos Valério divulgou nota contestando as afirmações feitas por Valdemar Costa Neto na CPI do Mensalão. Segundo Valério, "os repasses feitos ao PL, sob a orientação do ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, totalizaram R$ 10.837.500,00, sendo R$ 6.037.500,00 destinados à Guaranhuns - destes, R$ 400 mil em Transferência Eletrônica Direta (TED) e R$ 5.637.500 em cheques nominais do Banco Rural. Os demais R$ 4.800,000,00 destinados ao PL, também em cheques nominais do Banco Rural. O último repasse de recursos ao PL, através de Marcos Valério, se deu em agosto de 2003".
Marcos Valério, na nota, "salienta que ele e as empresas das quais participa societariamente nunca tiveram qualquer tipo de relação com a Garanhuns ou com quaisquer sócios da mesma, seja de natureza comercial, financeira ou pessoal, antes da apresentação feita por Jacinto Lamas (ex-tesoureiro do PL). A comprovação pode ser obtida através da quebra dos sigilos bancário e telefônico dele, dos seus sócios e das empresas das quais participa".
Escrito por João Carlos às 21h22
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FOLHA DE SÃO PAULO
A esquerda e a crise do PT
MARISA BITTAR e AMARILIO FERREIRA JR.
Embora o Partido dos Trabalhadores exerça a hegemonia ideológica na esquerda brasileira desde o fim da ditadura militar, esse campo é mais amplo do que ele, remontando a uma tradição política do início do século 20. Se o PT valorizasse essa longa história que o antecede, talvez não tivesse cometido o grave erro que chocou o Brasil. Em 1917, quando transcorria a Primeira Guerra Mundial, o movimento operário, liderado pelo anarco-sindicalismo, promoveu uma greve geral em São Paulo por melhores condições de vida e de trabalho. Depois, em 1922, foi fundado o Partido Comunista Brasileiro (PCB), por inspiração da Revolução Russa de 1917. Durante o período de 1945 a 1967, o PCB foi o partido que maior influência ideológica imprimiu na esquerda, apesar das dissidências trotskistas nos anos 30 e da reestruturação do PSB (1945). O trabalhismo, de orientação positivista e originário do nacionalismo getulista, também exerceu grande ascendência sobre o movimento operário brasileiro de 1945 a 1964, sobretudo depois da cassação do registro partidário do PCB, em 1947. A partir da segunda metade da década de 60, a liderança ideológica do PCB começou a declinar. Sua estratégia, segundo a qual a revolução brasileira passaria por uma etapa democrático-burguesa -isto é, contra o imperialismo norte-americano e o latifúndio-, foi derrotada pelo golpe de 64. Fracassava, assim, a política de aliança dos comunistas com a "burguesia nacional". A instauração da ditadura fez com que um conjunto significativo da esquerda brasileira decretasse o fim da "via pacífica" de chegada ao poder e, com exceção do PCB e dos trotskistas, se pulverizasse em pequenas organizações de caráter militarizado influenciadas pelo modelo da revolução cubana (1959). Tal estratégia resultou na trágica derrota da guerrilha urbana e rural, esta última de inspiração chinesa liderada pelo PC do B. Mais tarde, uma fração dessa esquerda foi uma das fundadoras do PT.
Quanto ao PCB, historicamente, já havia cometido o erro estratégico de tentar o assalto ao poder por meio da luta armada, quando, em 1935, desencadeara uma ação militar com o objetivo de instaurar um governo socialista no Brasil. As conseqüências políticas desse fracassado levante foram nefastas para a esquerda, principalmente porque os setores conservadores das elites econômicas produziram uma sistemática campanha que engendrou um imaginário anticomunista em vastos segmentos da população brasileira. Dessa forma, apesar de defender um programa de transformação das iníquas estruturas econômicas produzidas pelo capitalismo periférico brasileiro, o PCB ficou fortemente estigmatizado. Além disso, o partido pagava o ônus adicional de ter sido financiado pela URSS para depor o governo de Getúlio Vargas, que, mais tarde, ganharia o epíteto de "pai dos pobres". Depois do retumbante fracasso de 1935, a esquerda brasileira levou 67 anos para chegar ao poder da República. Foram longas décadas enfrentando percalços históricos, tais como o fim do "socialismo real" e a titânica batalha ideológica travada contra as teses do ideário neoliberal no último decênio do século 20. Mas, enfim, chegou 2002. O condutor da vitória obtida pela esquerda foi o PT, com base nas liberdades democráticas conquistadas após a ditadura militar. Entretanto, pouco mais de dois anos depois da ascensão do primeiro governo de esquerda na história do Brasil, escândalos de corrupção que envolvem o PT, empresas estatais e empresários abalaram a opinião pública. Guardadas as devidas distinções históricas, a crise vivida hoje pelo PT é muito mais penosa do que a sofrida após a derrota de 1935. Aquela estava diretamente relacionada à equivocada estratégia de assalto ao poder nos moldes bolcheviques, debitando aos seus protagonistas um altíssimo preço a pagar, como os longos anos de Prestes na prisão e a morte de Olga Benário pelos nazistas. Hoje, estamos ante outra crise gravíssima envolvendo a esquerda. Porém, crise de natureza distinta. O núcleo dirigente do PT, por meio da triangulação que atacava os cofres públicos objetivando a continuidade do seu projeto de poder, introduziu uma prática estranha à esquerda, corroendo-a por dentro. Esse erro histórico será muito mais pesado de carregar do que o de 1935 e não atinge apenas o PT mas também o patrimônio mais caro de toda a esquerda: os seus princípios éticos, que, aliás, sempre a distinguiram de todas as demais forças políticas. A história registra que, no caso dos comunistas, por exemplo, ainda que criticados ideologicamente, sempre foram respeitados e até admirados pelas virtudes éticas e morais subjacentes a sua prática política. A atual crise indica que, infelizmente, o PT deu pouca importância à história do Brasil e da esquerda, minando seus valores mais altos e dificultando a possibilidade histórica de construirmos uma sociedade fundada no bem comum. Agora, será mais difícil remar contra a maré ideológica conservadora para continuarmos acalentando as nossas utopias.
Marisa Bittar, 50, e Amarilio Ferreira Jr., 51, doutores em história social pela USP, são professores de história e filosofia da educação da Ufscar (Universidade Federal de São Carlos).
Escrito por João Carlos às 21h11
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Caso Palocci
A entrevista fornecida pelo Ministro da Fazenda, Antonio Palocci, serviu para dar segurança ao mercado, visto que o dólar caiu e a Bolsa de Valores fechou em alta.
Palocci que é acusado pelo seu ex-assessor Buratti de estar envolvido com a cobrança de propina durante a sua gestão à frente da Prefeitura de Ribeirão Preto, negou as acusações e procurou embasar a sua defesa em possíveis brechas existentes nas acusações ex-assessor.
Nas palavras do Presidente Lula, Palocci falou com a segurança de quem é inocente. Resta agora que a apuração dos fatos comprove a veracidade ou não da sua inocência.
Escrito por João Carlos às 22h44
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Caso Dirceu
http://noticias.uol.com.br/ultnot/2005/08/22/ult27u50837.jhtm
O ex-Ministro José Dirceu apresentou a sua defesa no Conselho de Ética, no qual sofre a acusação de quebra do decoro parlamentar
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Escrito por João Carlos às 22h39
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