Escândalo na política
http://noticias.uol.com.br/ultnot/reuters/2005/08/19/ult27u50801.jhtm
O assessor de Palocci afirmar que o Ministro da fazenda recebia de empresas 50 mil por mês, que eram repassados à Executiva Nacional do PT.
Leia notícia sobre Marcos Valério, que teria feito empréstimos de mais de 150 milhões de reais.
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Escrito por João Carlos às 00h10
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Le Monde
18/08/2005 Divergências no projeto de Constituição no Iraque atrasam sua redação Xiitas, curdos e sunitas não conseguem se entender em torno das questões-chaves
Mouna Naim
O Parlamento provisório iraquiano deveria ter sido consultado nesta segunda-feira a respeito de um projeto de Constituição para o país. Isso, com a condição de que as divergências tivessem sido aplainadas entre as diversas componentes étnicas e comunitárias da antiga Mesopotâmia em torno de questões-chaves, entre as quais a principal é a estrutura do futuro Estado iraquiano.
Este Estado deveria ser central ou descentralizado? Deveria ele ser um Estado federal em termos geográficos, étnicos ou religiosos?
Os curdos defendem já faz muitos anos uma estrutura federal. O que conta, aos seus olhos, é a extensão geográfica da região autônoma da qual eles beneficiam de fato no norte do país desde 1992. Esta autonomia, que foi tornada possível então graças à zona de exclusão aérea que havia sido imposta ao regime de Saddam Hussein pelos Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a França, abrangia a parte do Curdistão situada ao norte do 36º paralelo.
Em outras palavras, ela não incluía todo o norte do Iraque, em particular a região petrolífera de Kirkouk, da qual os curdos reclamam a "restituição", argumentando que eles foram forçados a sair dela por causa das medidas de arabização que haviam sido tomadas pelo regime hoje derrubado de Saddam.
O futuro de Kirkouk constitui uma espécie de tumor por ser extirpado, tanto no plano da questão da estrutura do futuro Estado quanto no que diz respeito à delimitação geográfica e à partilha das riquezas entre as diferentes regiões do país. Mas este tumor aparenta ser tão maligno que, segundo as mais recentes informações disponíveis, uma decisão sobre o seu futuro teria sido adiada por um tempo indeterminado.
Com isso, o federalismo tal como ele tem sido planejado pelos curdos passa então a ser definido em termos étnicos e culturais - os curdos reclamam, inclusive, que a sua língua seja também considerada como língua oficial ao mesmo título que o árabe.
Que eles sejam xiitas ou sunitas, os árabes, por sua vez, são hostis a uma estrutura federal, isso apesar do fato de as formações xiitas, do tempo em que elas atuavam dentro da oposição ao regime de Saddam Hussein, terem acabado aceitando, mesmo que contra a sua vontade, o projeto já acalentado pelos curdos, de um futuro Estado federal iraquiano. Na época, as partes haviam concordado com a decisão de que os contornos precisos deste Estado federal seriam definidos ulteriormente.
Na quinta-feira passada, um dos mais importantes responsáveis xiitas, Abdel Aziz Al-Hakim, arremessou uma pedra na vidraça, anunciando, por ocasião de uma grande reunião da qual participaram dezenas de milhares dos seus correligionários, que os xiitas querem, eles também, uma região autônoma, que abrangeria todas as regiões de maioria xiita.
Os xiitas constituem a esmagadora maioria da população no Sul, e até mesmo na Grande Bagdá, onde a minoria sunita, entretanto, é numericamente muito importante e, além disso, majoritária no centro do país. É difícil dizer se o pedido de Abdel Al-Hakim, que equivale a pleitear um Estado federal sobre uma base religiosa, visa unicamente a contrariar o projeto curdo. No entanto, ele foi rejeitado de imediato por Leith Kouba, um porta-voz do primeiro-ministro, Ibrahim Jaafari, que dirige uma outra grande agremiação xiita, o partido Al-Daawa.
Os sunitas, por sua vez, também se pronunciaram contra tal delimitação, e defendem uma descentralização administrativa. Até o dia 7 de agosto, data na qual o comitê de redação da Constituição, diante da impossibilidade de aplainar todas as dificuldades, havia apelado para uma intervenção dos dirigentes políticos, 18 questões de importância desigual ainda estavam por ser resolvidas.
Além da questão da estrutura do Estado, as mais polêmicas eram aquelas visando a definir o papel do islã como fonte do direito - os xiitas querem fazer da religião a fonte principal das instituições da nação, enquanto os curdos se opõem a este projeto - e a partilha das riquezas - o petróleo, que existe em abundância no sul do país, nunca está muito distante das reivindicações, neste país que possui as segundas reservas mais importantes do combustível em todo o planeta.
Escrito por João Carlos às 22h46
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Uma oficina de Jatobás
João Carlos da Silva*
As novelas televisivas têm boa fama enquanto programa de entretenimento, embora por um determinado período tenham sofrido o estigma de “programa de mulher” e/ou “ programa de massa”.
Baseadas em obras fictícias que, por vezes, extrapolam o limite de apreensão do plano real, ou baseadas em enredos cotidianos, as novelas procuram mesclar ficção com temas políticos, culturais e sociais.
Do ângulo social, têm apresentado importantes contribuições ao relatar dramas vividos por personagens reais, como o caso de determinadas doenças, ou mesmo no desenvolvimento de campanhas humanísticas como, por exemplo, em prol da busca de desaparecidos.
Mais particularmente, a novela América enfoca o drama de pessoas portadoras de deficiência visual e física em geral e a sua luta em busca da superação de seus limites.
Um dos personagens centrais, Jatobá, tem alcançado grande projeção, pois mesmo tendo perdido a visão, parece não ter perdido a capacidade de olhar.
Não há confusão. Jatobá parece representar vivamente o lema exposto pelo filósofo francês Diderot, que nos permite sugerir que olhar ultrapassa os limites do simplesmente ver.
Mais do que ver é necessário entrar em relação com o objeto/ou sujeito que se vê, para assim poder apreendê-lo em sua totalidade e individualidade.
Esforcemo-nos, pois, por transformar nossas escolas (públicas e privadas) em verdadeiras oficinas de Jatobás. Comecemos a transformação por nós mesmos, educadores.
Provavelmente, no futuro, teremos cidadãos melhores. Pessoas que se dedicarão às dietas e exercícios, não pela imposição do modelo de beleza da época, mas por consciência de seus benefícios, o que consequentemente, poderá diminuir o número de vítimas de depressão em decorrência do fracasso das citadas dietas.
Teremos, possivelmente, cidadãos mais solidários que ao olharem pobres almas vagantes por faróis ou calçadas perceberão a necessidade de devolver sua dignidade. Florescerá um número maior de amantes da natureza e da vida e, com certeza, não serão as marcas do tempo que enrugaram o sorriso de um espírito livre.
O título sugere uma oficina e não uma fábrica – mais ponposa com produção em grande escala.
Isso porque não se pode realizar tais transformações em curto tempo. Produzi-las em massa.
E, ao mesmo tempo, que aprendermos a olhar, aprenderemos a escutar e não somente ouvir.
Pois escutar é dar significado ao que se ouve. Exige interação, tolerância, diálogo. Provavelmente teremos menos brigas nos lares, nos bares, menos guerras. Evitaríamos, assim, o precipício lembrado por Hegel ao enunciar os chamados diálogos de mudos e guerras de surdos.
* Professor de História e Atualidades.
Escrito por João Carlos às 22h45
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Escândalo na Política
O PT divulgou, nessa quarta, nota oficial em que pede desculpas aos brasileiros pelos atos irregulares cometidos por membros da Executiva do partido, ressaltando que pretender dar total apoio ao Presidente Lula.
Paralelamente, o Partido decidiu pela não abertura de processo na Comissão de Ética petista contra os sete deputados denunciados no esquema de Marcos Valério, entre eles, o ex-Ministro José Dirceu. Tal decisão obstaculiza, inicialmente, um processo de expulsão de tais deputados.
Parece não haver novidade, pois tática similar foi adotada pelo Presidente Lula que promete investigar os escândalos com rigor, mas, ao mesmo tempo, adota medidas que tornem a condenação dos culpados mais distantes, como por exemplo, liberar verbas para as emendas de deputados da base de apoio do governo ou mesmo, como indicou reportagem do Jornal Nacional de ontem (16/08/05), aumentar o repasse de verbas nos últimos meses para os sindicatos e instituições (como a UNE), que foram às ruas em seu apoio.
Vivemos, em tempos de mensalão, o mais completo fisiologismo e fomento do clientelismo, vindos das lideranças e partido que sempre os criticaram.
PS. Fisiologismo e clientelismo são práticas que se aproximam, na medida em que se busca apoio político a partir da distribuição de benefícios localizados.
Escrito por João Carlos às 21h23
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VEJA Onlien - Brasil Duda: PF quer bloquear conta no exterior. Juíza acredita que dinheiro veio do crime 16 de Agosto de 2005
A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o bloqueio da conta aberta pelo publicitário Duda Mendonça para receber 10,5 milhões de reais de caixa dois do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza. A conta aberta é da offshore Dusseldorf Company Ltd., com sede nas Bahamas. O bloqueio faz parte de um conjunto de providências sugeridas na última quinta-feira pela PF ao ministro do STF Joaquim Barbosa, relator do inquérito que apura o "mensalão".
A PF também sugeriu a quebra do sigilo de oito contas de empresas que alimentaram a Dusseldorf. São elas: Deal Financial Corporation, Trade Link Bank, Rural International Bank, Radial Enterprise, Kanton Business, Banco Rural Europa, SM Import e SM Comex. Em depoimento à CPI dos Correios na semana passada, Duda afirmou ter aberto a Dusseldorf, nas Bahamas, por orientação do empresário Marcos Valério.
Este, por sua vez, afirma que foi Duda quem o instruiu a mandar dinheiro para contas no exterior. Foram depositados na conta da Dusseldorf 10,5 milhões como amortização de uma dívida total de 15,5 milhões de reais. A PF suspeita não ter sido a primeira vez que Duda recebeu dinheiro de caixa dois por serviços prestados em campanhas.
Crime organizado - A deputada federal Denise Frossard (PPS-RJ) diz que os cerca de 10 milhões de reais pagos ao publicitário Duda Mendonça pelo pacote de publicidade envolvendo a campanha presidencial de 2002 pode ter saído do crime organizado. Duda disse, em seu depoimento à CPI dos Correios, ter recebido o dinheiro por meio de depósitos de Marcos Valério de Souza numa conta aberta nas Bahamas. "Não posso ficar no achismo, mas posso dizer de onde o dinheiro não veio: não veio de caixa 2 de empresas, não veio de fundos de pensão e, aparentemente, não veio das empresas estatais. Pode ser do crime organizado, como do narcotráfico, e é esse nosso receio", falou a juíza em entrevista ao Programa do Jô, na noite desta segunda-feira.
A origem dos recursos que pagaram as dívidas de campanha do PT com o publicitário é o ponto principal a ser investigado, segundo a deputada. Ela comentou que as Bahamas "não cooperam muito" com as investigações da CPI dos Correios. Assim como muitos dos parlamentares da oposição, a deputada também não acredita que o presidente Lula não sabia do esquema de propina montado pelo PT para pagamentos de deputados em troca de apoio político. "Ninguém duvida que o presidente sabia. Ele é um homem inteligentíssimo", afirmou. Muito mais do que o conhecimento do presidente sobre o esquema, Frossard entende que a pergunta central é saber se ele comandava. "Quanto a isso não temos nenhuma prova. Muitos depoentes, o deputado Roberto Jefferson, autor das denúncias e o Marcos Valério dão a entender que era o José Dirceu quem comandava. E espero que seja ele mesmo."
Escrito por João Carlos às 15h10
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FEEDBACK - Questão Palestina
Nessa segunda-feira (15/08/2005) os soldados israelenses entregarão uma notificação, que obriga os colonos judeus deixarem suas casas, num prazo de 48 horas, em áreas da Faixa de Gaza e Cisjordânia.
A medida representa a concretização do plano de evacoação do Primeiro Ministro israelense Ariel Sharon conforme acordo firmado, no início do ano, com o palestino Mahmoud Abbas (ANP).
Mesmo diante da retirada dos judeus, o Grupo Hamas, declarou que não abandonará as armas, embora a Autoridade Nacional Palestina (ANP) tenha pedido para que os palestinos sejam discretos em suas comemorações e evitem qualquer tipo de choque com os colonos judeus.
Escrito por João Carlos às 22h01
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FEEDBACK - Questão Iraquiana
Os principais grupos políticos e religiosos do Iraque retomaram na manhã deste domingo a discussão da nova Constituição do país. Eles têm apenas um dia para concluir a composição da carta - o prazo para a entrega do documento ao parlamento termina nesta segunda-feira.
De acordo com reportagem da rede inglesa BBC, os grupos continuam negociando mas podem ter de adiar as principais decisões. Como há impasses em diversas questões, a saída para os iraquianos pode ser entregar uma esboço do documento e continuar negociando os temas mais complicados. Os sunitas, por exemplo, não aceitam a criação de um governo federalizado. Há briga também entre a distribuição de recursos.
Segundo Saleh Mutlaq, sunita que ajuda a coordenar os trabalhos, alguns temas serão deixados para depois. O xiita Saad Jawad Qindeel afirmou que as discussões estão centradas em quatro pontos da constituição. Ele não revelou quais são essas questões de discordância. Para alguns políticos do país, um acordo parcial já seria um grande avanço. Outros, porém, dizem que isso não adiantaria.
O presidente Jalal Talabani ainda crê em acordo neste domingo, com "questões polêmicas" resolvidas. (fonte: Veja Online)
Segundo reportagem da Uol News, além da questão do federalismo, são polêmicos pontos como a adoção do Islã como fonte da Constituição e o voto feminino.
Há indícios de que o Iraque caminhe para um modelo de Estado Teocrático à semelhança do Irã, o que, evidentemente, contrairia os interesses americanos.
Por parte dos Estados Unidos, se fortalece, a cada dia, a opinião de que é necessário aumentar o número de soldados no Iraque para melhor treinar as tropas oficiais iraquianas e esmagar os insurgentes. Parece que a paz ainda está distante.
Escrito por João Carlos às 21h54
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