ESCÂNDALO NA POLÍTICA

http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT1013297-1653,00.html

LEIA ENTREVISTA DE VALDEMAR COSTA NETO À REVISTA ÉPOCA



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Escrito por João Carlos às 00h26
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UOL NEWS   12/08/2005
"Pronunciamento de Lula teve endereço errado", diz Lucia Hippolito

Da Redação



"A população brasileira merecia mais", comentou a cientista política Lucia Hippolito sobre o pronunciamento do presidente Lula, hoje à tarde. "Foi insuficiente, tendo em vista a gravidade da crise. Não sei quem armou o discurso, mas o endereço foi errado", disse Lucia, numa referência ao fato de Lula ter falado durante uma reunião com os ministros. "É como se a sociedade estivesse espiando pelo buraco da fechadura. Lula não se dirigiu à nação, mas aos ministros."

Na opinião de Lucia, teria sido melhor se o presidente tivesse dado uma entrevista coletiva à imprensa ou se houvesse feito um discurso solene.


A cientista política também estranhou o fato de que o presidente, que geralmente não tem constrangimentos em usar a palavra "eu", preferisse a primeira pessoa do plural ao dizer que "Nós, o PT e o governo, devemos pedir desculpas".


"Nos discursos, Lula diz que é o guardião da moral, o primeiro funcionário público do país", comentou Lucia. "Por que ele disse hoje 'Fui traído por fulano' em vez do 'Me sinto traído'? Houve um problema de identificação."


No decorrer dos dias, a situação do PT deve se agravar. "O partido corre o risco de deixar de existir", explica Lucia. "De acordo com a Lei Orgânica dos Partidos, as legendas são proibidas de receber e enviar dinheiro para o exterior." Ontem o publicitário Duda Mendonça admitiu que recebeu parte do pagamento dos seus serviços ao PT via caixa dois, numa conta nas Bahamas. "Isso já é razão para alguém entrar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pedir o cancelamento do registro do PT."


O presidente perdeu a oportunidade de falar abertamente. "Ele tinha que dizer: 'Eu reconheço que errei, eu me desliguei demais...' ", opinou Lucia. "Se ele tivesse colocado a carapuça um pouco mais, o discurso teria ficado mais palatável. Ninguém acredita que ele fundou um partido há 25 anos mas não sabia o que estavam fazendo pessoas que ele conhece desde então."

Sobre a entrevista do ex-deputado Valdemar Costa Neto à revista "Época", em que diz que Lula sabia do esquema, Lucia observou que a reportagem é rica em detalhes e envolve também o vice-presidente, José Alencar, em tratativas financeiras para conseguir o apoio do PL. "Segundo a lei eleitoral, o candidato é o responsável pela prestação de contas da sua campanha. Se ficar provado que a prestação não corresponde aos gastos, está configurado o crime eleitoral." Como a eleição foi em 2002, ainda haveria tempo para isso.

"Os argumentos para um processo de impeachment começam a se avolumar", alerta Lucia. "O que falta é a costura política para isso."


A cientista, contudo, lembra que um processo de impeachment é muito doloroso. "O Brasil tem a sensação de ter passado bem pelo impeachment de Collor, porque as instituições continuaram funcionando, mas o caso foi mais complicado."


Lucia comentou ainda que a desarticulação do PT agrava a crise: "Eles não conseguem nem dar uma versão só para aquele empréstimo de R$ 30 mil a Lula, que dirá esses milhões que estão aparecendo."


Sobre a pesquisa Datafolha divulgada hoje, que aponta a vitória de Serra (PSDB) num eventual segundo turno com Lula, Lucia analisou que a queda de popularidade do presidente já era esperada, principalmente entre as classes C, D e E. "Essas classes demoram mais para ter acesso à informação, mas como a crise só faz aumentar, a cada dia mais gente fica sabendo e, logo, não pode concordar."



Escrito por João Carlos às 23h15
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ESCÂNDALO NA POLÍTICA BRASILEIRA

O depoimento do publicitário Duda Mendonça, nessa quinta-feira, causou grande agitação entre os governistas e políticos da oposição.

Na oposição cresce - ainda com cautela - a tese de impedimento do Presidente Lula. Já entre os governistas, mais propriamente entre os membros do próprio PT - 21 deputados realizaram o seu desligamento formal do partido.

O envolvimento do nome do Presidente Lula parece ficar, a cada dia, mais patente - seja por ação ou omissão. Tal fato já demonstra ter significativo impacto sobre a opinião pública, como pode ser visto em pesquisa divulgada pelo Datafolha nessa sexta-feira (12/08/2005),onde pela primeira vez o Prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), vence Lula (PT), num eventual 2º turno: 48% dos votos contra 39%, respectivamente.



Escrito por João Carlos às 23h54
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11/08/2005 - 22h10
Confissão de Duda agrava crise, deixa governo mudo e PT perplexo

 

Por Ricardo Amaral

 

BRASÍLIA (Reuters) - O depoimento do publicitário Duda Mendonça à CPI dos Correios, nesta quinta-feira, marcou uma inflexão na crise política. Diante da confissão de Duda de que recebeu 10 milhões de reais no exterior, referentes a dívidas do PT, oposição e governo voltaram a calcular as possibilidades políticas e jurídicas de um processo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por crime de responsabilidade.

A oposição procura agir com cautela, mas o PT reagiu com perplexidade diante das revelações, que podem comprometer o partido na Justiça Federal. A Lei Orgânica dos Partidos proíbe a utilização de recursos provenientes do exterior, por qualquer meio.

Até às 21h o Palácio do Planalto não havia se pronunciado sobre o depoimento. Duda Mendonça negou, mas não conseguiu demonstrar que o dinheiro não se referia a pagamentos da campanha eleitoral de Lula, em 2002, mas das campanhas estaduais.

"Temos de avaliar cuidadosamente os desdobramentos do depoimento, pois, se ficar caracterizado o crime, a oposição tem o dever de agir", disse o líder do PFL no Senado, José Agripino (RN).

"Mas temos de calcular também os riscos políticos dessa iniciativa, se ela for necessária", advertiu. "Não tenho dúvida de que um processo de impeachment dividiria profundamente a sociedade brasileira, com conseqüências terríveis."

Líderes do PSDB e do PFL farão uma análise da conjuntura na próxima segunda-feira. "Será mais um encontro de avaliação, como já vínhamos fazendo", explicou o líder do PSDB na Câmara, Alberto Goldman (SP), que descarta a proposta de impeachment.

"Não tenho nenhuma dúvida quanto a um crime de responsabilidade, no mínimo pela omissão do presidente da república", disse Goldman. "Seria precipitado, no entanto, propor a medida agora, pois a sociedade ainda não está suficientemente convencida e só o desejo da sociedade pode sustentar o processo."

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que o depoimento expôs "um corpo sobre o chão" e que as práticas reveladas não são admitidas pela legislação brasileira. "Ele aproximou os episódios de um pântano de evasão de divisas e sonegação fiscal", afirmou.

Parlamentares da oposição e até do PT cobraram uma explicação pública do presidente. Duda Mendonça surpreendeu ao comparecer à CPI para depor espontaneamente. A comissão se reunira para ouvir a sócia do publicitário, Zilmar Fernandes, que se transformou em coadjuvante. Na véspera, Duda havia deposto à Polícia Federal em Salvador.

O depoimento de Duda atraiu para a CPI líderes políticos de todos os partidos. O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), o prefeito do Rio, César Maia (PFL), assistiram na sala de reuniões. O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), pediu a palavra e elogiou Duda Mendonça "pela sinceridade que quebrou a monotonia de mentiras".

O líder do governo, Aloizio Mercadante (PT-SP) irrompeu na sala da CPI no meio da tarde, para fazer uma declaração de "perplexidade e indignação". Ele disse nunca ter ouvido falar que o trabalho de Duda Mendonça em sua campanha ao Senado, em 2002, teria sido pago com o dinheiro de Marcos Valério.

"Minha grande tristeza é saber de tudo isso pela televisão e pela CPI", desabafou Mercadante.

Na Câmara, 21 deputados da esquerda do PT desligaram-se da bancada, em sessão na qual pelo menos seis parlamentares foram às lágrimas: o ex-líder Walter Pinheiro (BA), Chico Alencar (RJ), Doutor Rosinha (PR), Iara Bernardi (SP), Luiz Bassuma (BA) e Orlando Desconsi (RS). Lula convocou no início da noite uma reunião com os ministros mais próximos: Márcio Thomaz Bastos (Justiça), Antonio Palocci (Fazenda), Luiz Dulci (Secretaria Geral), Dilma Rousseff (Casa Civil) e Jaques Wagner (Relações Institucionais).



Escrito por João Carlos às 22h16
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CPI DO MENSALÃO

O empresário Marcos Valério em depoimento, nessa terça-feira, na CPI do Mensalão, afirmou que emprestou 9 milhões de reais à campanha do PSDB, em Minas Gerais, em 1998 e divulgou uma lista com 75 nomes de sacadores. 

Disse, ainda, que o ex-ministro José Dirceu sabia dos empréstimos realizados ao PT e que o publicitário Duda Mendonça também recebeu uma quantia de cerca de 15,5 milhões de reais.

Marcos Valério afirmou não saber se o Presidente Lula estava a par dos empréstimos.

Mas, depoimento do deputado federal do PL, Sandro Mabel, indica que o dinheiro repassado ao publicitário Duda Mendonça e a Valdemar Costa Neto (PL - cerca de 6 milhões de reais) foi utizado em gastos "não declarados" da campanha petista à presidência, em 2002.

Acompanhe, abaixo, parte da cobertura.



Escrito por João Carlos às 23h31
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Vídeo

http://noticias.uol.com.br/uolnews/brasil/entrevistas/2005/08/09/ult2496u242.jhtm

Videos sobre a crise. Destaque: Análise de Lucia Hippolito - caso José Dirceu



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Escrito por João Carlos às 23h30
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CPI do MENSALÃO

http://noticias.uol.com.br/ultnot/brasil/2005/08/09/ult2041u98.jhtm

Veja lista de sacadores da campanha do PSDB, de 1998, segundo Marcos Valério



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Escrito por João Carlos às 22h44
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CPI do MENSALÃO

http://noticias.uol.com.br/ultnot/brasil/2005/08/09/ult2041u95.jhtm

Leia as contradições no depoimento de Marcos Valério



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Escrito por João Carlos às 22h41
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CPI do Mensalão

http://noticias.uol.com.br/uolnews/brasil/entrevistas/2005/08/05/ult2496u239.jhtm

Vídeo com Ricardo Izar, presidente do Conselho de Ética



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Escrito por João Carlos às 00h07
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> document.write(nome); Enem

08/08/2005 - 17h10
MEC transfere prova do Enem para setembro

Da Redação
Em São Paulo

Inicialmente
prevista para ser aplicada no próximo dia 28 de agosto, a prova de 2005 do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) foi transferida para 25 de setembro. O anúncio foi feito pelo novo ministro da Educação, Fernando Haddad, nesta segunda-feira (8/08).

A data do exame foi prorrogada por causa do aumento no número de inscritos, que passou de cerca de 1,5 milhão em 2004 para 2.970.920 este ano.

Segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), o maior incremento se deu no número de alunos que já concluíram o ensino médio. Foram 185 mil alunos inscritos em 2004 e 1.096.420 em 2005, o que resulta num crescimento de 492% nesse grupo de participantes. O total de concluintes do ensino médio inscritos no exame foi de aproximadamente 1,4 milhão em 2004 e de 1.874.500 este ano.

O motivo do "boom" no grupo de alunos que já concluíram o ensino médio está no Prouni (Programa Universidade Para Todos), que exige a nota do Enem aos candidatos que disputam as bolsas de estudos oferecidas pelo programa.





Escrito por João Carlos às 23h56
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Corrupção no Brasil

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs0708200506.htm

Cientista político e ex-membro do PT, César Benjamin, faz análise ácida sobre a atuação do PT e sobre o Presidente Lula, indicando a existência de um antigo esquema de corrupção no partido.



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Escrito por João Carlos às 23h29
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FONTE: FOLHA Online

07/08/2005 - 10h17

 

Votações coincidem com dias de saques

MARCELO SALINAS

da Folha de S.Paulo


O cruzamento entre os maiores saques das contas do publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza divulgados até agora e as principais vitórias do governo Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso revela uma coincidência que pode indicar a existência do "mensalão", o pagamento de mesada a parlamentares em troca de apoio em votações na Câmara.

A aprovação das reformas tributária e da Previdência, que interessavam diretamente ao governo, ocorreram nos meses com o maior volume de saques das contas das empresas das quais Marcos Valério é sócio em 2003.

O levantamento foi feito pela Folha com base na lista de retiradas identificadas até agora pela CPI dos Correios e na conexão partidária dos sacadores. Os dados foram cruzados com os principais fatos políticos que aconteceram no governo Lula de 14 de janeiro de 2003, dia da primeira retirada, até a data da última, em 1º de outubro de 2004.

A reforma tributária foi aprovada em dois turnos na Câmara, em 17 e 24 de setembro, por 346 a 92, 38 votos a mais do que o necessário. Nesse mês, o volume dos saques foi o maior do ano: R$ 3,8 milhões. No dia da primeira votação, João Cláudio Genu, assessor do líder do PP na Câmara, José Janene (PR), começou uma série de saques que totalizaram R$ 1 milhão em 28 dias. De 49 pepistas, só três votaram contra a reforma.

Outros saques chamam a atenção. O deputado José Borba (PMDB-PR), então vice-líder do partido na Câmara, sacou R$ 500 mil em duas parcelas: um dia antes da votação no primeiro turno e um dia depois da aprovação em segundo turno, no dia 25.

Dos 77 peemedebistas, apenas três não apoiaram o governo.


Pelo PTB, houve saques um dia depois da votação de cada turno. Jairo dos Santos, ligado ao então presidente do PTB, José Carlos Martinez, morto em outubro de 2003, sacou R$ 200 mil no dia 18, R$ 100 mil no dia 25 e R$ 300 mil no dia 29: total de R$ 600 mil.

No partido, 46 deputados de 50 presentes apoiaram a reforma. No PL, nenhum dos deputados votou contra: os saques atribuídos a membros da legenda foram de R$ 750 mil naquele mês.


As medidas aprovadas na reforma tributária mantiveram os "pontos-chave" para o governo, que conseguiu prorrogar até 2007 a cobrança da CPMF, que rende cerca de R$ 24 bilhões por ano, e a DRU (Desvinculação das Receitas da União), mecanismo que permite ao governo aplicar com mais liberdade 20% das receitas dos principais tributos. Ambas eram tidas como impopulares, mas importantes para o ajuste fiscal.

Previdência

A votação e aprovação da reforma da Previdência, em 17 e 27 de agosto daquele ano, coincide com saques de R$ 2,58 milhões das contas de Marcos Valério.

Desse valor, R$ 2,53 milhões foram retirados pelo ex-tesoureiro do PL Jacinto Lamas. Todos os deputados do partido, que é aliado de primeira hora do governo, votaram a favor da reforma. O governo venceu por 357 votos a 123, 49 a mais do que o necessário.

A reforma previdenciária estabeleceu a contribuição de servidores inativos e pensionistas (aumento de arrecadação estimado em R$ 1 bilhão por ano) e tornou mais duras as regras para a aposentadoria do funcionalismo.



Em 2004, os maiores saques mensais foram em agosto (R$ 5.532.600) e julho (R$ 5.056.940). O período coincide com o início da campanha eleitoral e com a justificativa mais ouvida pelos beneficiados dos saques --de que o dinheiro foi usado para saldar dívidas ou gastos de campanha.





Escrito por João Carlos às 17h17
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